Archive for novembro, 2010

17/11/2010

Regras da casa: War

Para todos nós que crescemos sem conhecer Risk, um certo jogo “inspirado” no original franco-americano fazia a alegria das nossas tardes de infância: o War da Grow. Apesar de se intitular “o jogo da estratégia”, o War ainda tem uma falha um pouco incômoda: para conquistar certos territórios, você precisa de um misto de sorte e de superioridade avassaladora de exércitos. Ou seja, jogue a estratégia pela janela, tente fazer trocas e ataque seu vizinho com cinquenta exércitos se quiser triunfar.

Um dos problemas que conseguimos ver agora, com a devida distância (e a parte da infância é mentira, eu jogo e arrumo briga até hoje por causa do jogo), é que o sistema de rolagem de dados do War não favorece o ataque. Pois é. E nem precisamos ser gênios da matemática para entender: já antes do meio-jogo, é comum que haja mais de três defensores em diversos lugares do tabuleiro, certo? Agora imagine que três ou mais atacantes pretendam conquistar esse lugar. O resultado é uma nem-sempre-hilária batalha de três contra três… e o empate é considerado vitória da defesa.

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09/11/2010

Vathek (William Beckford)

Seguramente um de meus livros preferidos, Vathek (1782) é uma novela de leitura rápida e fluida: com pouco mais de 140 páginas (no livro de bolso aí ao lado), esse dito “conto árabe” escrito em francês por um britânico promete terminar tão logo tenha começado e deixando o leitor sem querer terminá-lo, com medo de quebrar o encanto de um mundo tão vivaz e maravilhoso.

Escrito no final do século XVIII, Vathek sofre uma pesada influência do orientalismo vigente na época: quando o Ocidente voltou seus olhos para as arábias, especialmente depois da “tradução” de Galland das 1001 noites, no começo do século, criou-se uma tendência de romantizar e recriar histórias, costumes e situações dessas mágicas terras distantes. Beckford afirmava que havia escrito o livro em dois ou três dias, em um surto febril de inspiração. Sabe-se também que um califa real inspirou a história, apesar do “enxerto do maravilhoso” ser todo da autoria do autor britânico.

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